29 de março de 2010

Such a sleepy child.

Enterram-me cada vez mais fundo. Penso em gritar para pararem ou até por ajuda, mas não funciono. Parte de mim deve gostar disso.

25 de março de 2010

Ahn.

Mesmo a maioria da civilização ociosa possui poderes pscicológicos superiores a de alguns outros seres biológicos. São como super-heróis, só não fazem nada de útil para a sociedade, apesar de também não atrapalharem demasiado.
Infelizmente existem aqueles que, mesmo partilhando da humanidade, não desejam aproveitar sua capacidade intelectual e, por vezes, em nenhum momento da vida notam a falha que cometem.
Pensava em dizer 'Morte aos Ignorantes.' mas parecia benção demais para ser gratúita.

24 de março de 2010

Entretanto, nunca neva.

Segura-te, imploro. Guarda tua voz para quando não tiver mais da minha. Aguarda meu fim e deixa de pose ... Espera o Adeus pra substituir, pois do seu pouco não posso desacorrentar-me mais - porque tirou-me a chave tão cedo. Falta-me força.

22 de março de 2010

I had been praying all night long.

Entende que o temor é consequência da imaginação,
portanto não perdemos o medo, mas a inocência.

Mas não é só isso, certo?
Do contrário, por que nos esconderíamos, mesmo quando crescidos, do que existe, do que há lá fora? ... a imaginação não vai-se toda com a inocência e, por sabermos do que existe, imaginação e realidade se fundem trazendo não só medo como pavor.
E é por isso que não deve-se mentir - nem omitir - às criancinhas.

19 de março de 2010

16 de março de 2010

Me falta voz.

Entretanto, todos que conheci que morreram de tal forma estão ocupados demais.

Muita coisa me adoece agora.
Escolhia morrer de Tédio.
Melhor que de Incompreensão - inocencia de menos.
Ainda que de Esperança - cegante demais.
Mesmo que de Desconfiança - fé de menos.
Mais generoso que morrer de Amor ou Ódio - doloroso demais.
Definitivamente respeitoso ao lado de morrer em Injustiça.

13 de março de 2010

Trick or trick...?

Cansada de esperar por mim, mas algum dia isso acaba.
Desde que Ela espere.

12 de março de 2010

Descaso

Não me importo de deixar as coisas como estão.

Todos já estão perdidos, certo?

11 de março de 2010

Ritual Noturno

O terror na tua face me expele.
Agrada-me ter tamanho ego no teu ser,
porém enquanto não engolfa-me, não satisfaz-me.
Canso de esperar mas também nada faço.
Meu medo cresce à medida que suas palavras caem sobre meu coração,
mutilando-me, minha essência desfazendo-se, escorrendo à terra sedenta.
Em agonia, chamo-te enquanto Ela me leva.
O caminho nunca foi tão longo.
Agora, sozinha, minha alma pesa sobre meus olhos cegos.
É essa a minha salvação.

10 de março de 2010

Fell like a puppet.

Have you ever looked at yourself?
Tell me what you see, if you don't want to show me.

8 de março de 2010

Sinfonia

O conheci quando tínhamos sete. Ele sempre fora feliz, não desgostava de ninguém. Do contrário, sempre gostei do mórbido, era oculto e silencioso.
Fomos amigos por longo tempo, até que ele conheceu aquela garota. Andava com ela para todos os lados. Ela era estranha, com uma beleza oculta e obscura, face perfeita, sem exageros. Dois meses depois, ele parecia uma versão masculina dela. Impecável, roupas formalmente perfeitas, aparência concretamente endeusada.
De alguma forma achei completamente normal.
A garota foi dada morta por algum problema de saúde algumas semanas após. Foi uma pena, até eu fiquei abalado. Mas ele ficou impassível. Noutro dia já possuía outra companhia que, como ele, com o tempo foi tornando-se aquela figura gozada e deslocada.
Certo dia, admirava-os sentados ao chão do pinheiro. Fazia sol e refrescavam-se à sombra da árvore, entretanto, notei, suas sombras já não acompanhavam a do pinheiro. Não partiam de lado nenhum, não tinham sombra.
Então, percebi que aquilo apossava-lhes. Tirava-lhes o nada que já foram para fazê-los marionetes. Possuia-os corpo e alma. E eu achei aquilo tão anormal, tão estranho. Aqueles olhos vidrados e repulsivos.
Ele morreu de qualquer problema de saúde alguns dias depois, mas eu não consegui sentir-lhe pena. Invejava-o.

5 de março de 2010

Just stare out.

O medo da morte nos impede de viver, não de morrer, portanto, quanto mais temedores, melhor para os que a degustam.

3 de março de 2010

It smells the same

Canso-me de tudo.
Consome-me a permanência de todos.
Insisto em consumir-me, mas canso-me disso também.
Canso-me de sentir.
Canso-me de cansar-me.
Lamento todo o cansaço, mas quando começa, insiste em aumetar.
Depois, sinto falta de cansar-me.
Depois, consome-me insistir.
Cansei-me alma e corpo de esperar por mim.
Cansei-me além de mim de sentir minha falta.

1 de março de 2010

The Cube

Depois que entra-se, complica-se sair, mas os poucos que saem serão alvos inclusive após a morte. Não pode existir perdão.