CityComEDY
NOT FUNNY AT ALL
28 de dezembro de 2014
Arrogância nada tem a ver
30 de janeiro de 2014
...
1 de janeiro de 2014
Dying for your love
3 de dezembro de 2013
desculpas
10 de fevereiro de 2013
Algumas distopias a mais
30 de dezembro de 2012
Natimorto
13 de dezembro de 2012
nº 9
6 de novembro de 2012
nº7 (adaptado)
A moça que estava sentada à calçada vestia saia longa colorida e regata preta, descalça. Os cabelos, que agora soltos, perdiam-se em ondas pelas suas costas e ombros em uma fartura admirável. Qualquer um que a olha, assim como eu que o fazia agora, logo pensa: cigana.
21 de junho de 2012
automação II
Das poucas vezes que tive contato foram ligações indiretas com os fatos, em que nenhum tipo de artigo sinestésico pudesse ser de força suficiente para me chocar - apenas firmaram minha reversão. Nos meus sonhos há a boca e a unha sangrentas. Uma mulata ergue a faca a mim - a faca também embebedada em sangue - e, curiosamente, naquele momento temo a morte.
Então enfim a comicidade quando ela ergue um garfo! E entre os dentes dele está grudado um fragmento de pele humana esticada de forma grotesca. Quase rio se não lá estivesse. Ela me comeria de garfo e faca! Mas ela passa por mim e dirige-se a uma banheira onde estava um bebê. Não há mais nada no aposento além da banheira e de uma janela por onde entra luminosidade rasoável. (Agora sóbria penso que me lembra daquele em Constantine) Eu não a vi comendo-a, mas sei que o fez.
Pois que agora estou sem paciência, então o outro fica à próxima.
13 de maio de 2012
Tentativa 2 _ 13-5
4 de abril de 2012
5 de março de 2012
Luka
6 de janeiro de 2012
24 de setembro de 2011
em mi menor
Mesmo eu sei que esta ânsia provém do meu próprio desespero - de sair de minha caverna de mágoas. Há que penso que seria você quem me ajudaria a encontrar a saída. Porque ajudaria-me se pudesse... certo?
Pouco me apercebo que somente salvando-te poderias salvar-me. E para salvar-te tenho de salvar-me só.
E para que continue este rítmo frenético, não imagina o que estou fadada a realizar.
10 de julho de 2011
psicodialogus
Ora, por isto que cansam-se de ti! Não apercebe-se de que é exaustivo ter de perseguir-te nas trevas deste buraco imundo simplesmente para tentar alcaçar Àquele você - o outro que não está por detrás de tantos lençois?
E, pior, eu que conheço-Te, sei que és tão insignificante, tão inocentemente singelo... e então reconheço que a escuridão que lhe envolve é de intensidade mais do que suficiente para corromper-Te de tal forma a tornar-Te extremamente fraco e incapacitado.
Sequer arrisco-me a dizer que, mesmo eu!, sei quem és por completo.
Mas então. Desperta! Já! Afinal estou farta disso. Não é você quem sofre toda a dor física - a sério! pois meus membros estão a tremer com o esforço de escavar a terra. Qualquer dia destes, caio morta. Então, Você não será nada... até porque, como seria?
Não quero ser egocêntrica, afinal meu ego seria todo o seu, todo o meu, mas como pode apenas essência ser algo neste mundo, se não preenchida da futilidade de um corpo físico?
23 de junho de 2011
In Flexão
É quase imperceptível! Que a alternância da normalidade e anormalidade seja algo na Terra. Mas que terra, aliás?
Leva-me logo, agora, daqui. Beija-me com lábios gelados e embala-me à cama.
Juro que o êxtase da inveja é interminante, algo que, racionalmente, contudo unicamente racionalmente, irrita-me até meu último instante de sanidade. E, ainda, é somente um dos pontos de intermitência e embate entre desejos repugnantes e uma mentalidade doentia.
Tortura? Rio-me toda com esta mínima indulção física e, as vezes, psicológica. Como já disse, inferno qualquer é pouca coisa à tortura – à toda tortura possível – presente nesta Terra. Terra – que vida? – vida porra nenhuma.
E depressão então. Cala-te, que depressão ainda é sinal de fraqueza – e uma apenas.
Jamais virei novamente a escolher qualquer experiência insultante. Que índigo é este que sofre a penalidade de uma nação – comunidade desconcertante – adepta da desgraça inconcebível da configuração originalmente religiosa?
Morro em vontades de gritar meu desespero – mentira, que se estivesse a morrer por tão pouco emanaria felicidade intérprete do drama de meu último sopro.
Sai do cargo que lhe incubiram, cargo este de tanta desvalorização.
Todavia, agora não penso em nada, pois se penso, esqueço de existir. Se penso, não quero existir. Mas para! Balelas que este conteúdo contém suicídio em cada palavra. Nem palavras têm aqui. Nem quem as lê, nem quem as escreve, portanto não são. E, sobre o assunto inicial, sabe que mesmo sem saber ao todo por que continuo, o faço, então não te preocupas, afinal nem mesmo eu me preocupo. Se bem me entende, sabe que não desejo teu apreço. Porém não há como entender-me...
18 de junho de 2011
Fantasia Pscicológica
18 de abril de 2011
lálálálálálálálà
Não sei como não me retiro logo, pra parar logo com essa coisa.
Toda vez que acordo sonhando está em paisagens nunca antes vistas, portanto reconheço, por mais que lute, a ilusão.
Juro que tem de ser demasiado masoquismo nosso, de ambas eu e ela, para continuar. Sei, porque também não quero negar, que ela partilha da mesma sintonia freneticamente, romanticamente viciosa.
Taí minha automação. Nem pensar mais consigo.
Contudo ainda sinto.
Cala-te, nem vem tratar comigo, afinal não sabe do que estou a falar. ^^ Você mesmo. ò.ó
22 de janeiro de 2011
Let's play freefall today.
A queda é irritante, como sempre - não sabe o que te espera nem o que deve fazer. E então vem a liberdade - é possível percebê-la ainda no ar... Você acaba por reconhecer que Ela te espera lá embaixo e reconhece a experiência única que está acontecendo e está por acontecer! É incrível.
No fim, o solo não é tão gentil, mas Ela o é - e há uma compensação. Depois disso, você encontra a mesma monotonia que já tinha... o mesmo frio interminável que consegue ser mais quente que a paisagem ao redor. A solidão impressindível, mas já conhecida, por mais inimiga que seja.
Espero por você aqui, com o mesmo sorriso que tinha quando estava por aí. Nenhum. :)
"Esquece que algum dia -
Não... me espera sem lembrar de nada mesmo. Me espera sem saber, sem conhecer, sem recordar já ter-me antes esperado."
Que foi isso? Então, se canso de esperá-La, que faço? Me escuta... que demoras tanto? Enquanto o gelo da solidão do inferno me aquece mesmo em terra, por que estou a esperar aqui, onde permanece a espectativa de que algo mude? Tal espectativa que retira de mim o que foi a consciência.
Por que continuamos, mesmo quando já estamos onde se deve chegar no fim?
É daí que você faz o maior salto da sua existência. E a destrói.
14 de novembro de 2010
pretextos e ademais
A situação já está a este pé...
Entretanto, não consigo fazê-lo. E, nessa hipocrisia minha, mesmo conhecendo esta lei, ainda penso que louco é aquele que vive demais sem pensar no futuro e nas consequências. Talvez inveja? Odeio... Ou a loucura já afeta-me.
O que me diz das pessoas que deixam a vida à maré, porque não encontram nada à frente e cansam de procurar?
As vezes me fazem perceber quão ingênua pareço - mais do que realmente sou. Mas também não me apetece mostrar o contrário.
Estou a tal ponto que suporto facada profunda mas não que larguem-me de lado de novo. A cicatriz que fica é demais.
Desapareço sem deixar aviso. Escondo-me nessa ou naquela caverna de mágoas e só saio quando percebo que não vale a pena lá ficar. Porque ninguém salva-me antes - ninguém me encontra.
Sabe, se ficar a ler disto demais, acaba só a adentrar mais no fosso; que sei, por experiência. Então some.
2 de novembro de 2010
idk how to play
vence quem adotar a melhor prática. mesmo no fim, ainda tem o direito de mudá-la - não que vá ajudar em algo.
ainda, você pode tentar, mas não se pode ter certeza de quando tudo acaba.
porque nem acabou ainda
2 de outubro de 2010
De caindo há de Rotar, gira e gira.
bom, não é de menos. rejeito-te ontem, atacas-me hoje, hm? e amanhã?
pior é que estou a abrir os curativos para ver sangrar, para ver se vem. se vier, irás tacar-lhes sal?
quero doce. Agora, logo, falta esperança. Penso que sejam momentos assim que causem descrença.
sabe, se precisou de mim ontem, não noticiei. não noticiará que hoje sou eu.
Escuta, quando ficas o dia inteiro em casa a morrer e matar-se e não pode dopar-se é tenso. Eu quero.
Apesar de tudo, penso as vezes, obrigada pelo antes de ontem, aceito o que quiser em troca, pagar o preço do pão... mas logo vem a onda de algo que não sei que é, que me arrasta e me afoga e me arrependo. Deus... cobras muito caro.
Declaro que não sei onde estou e que só sigo à onde for mais bonito, onde tiver menos luz machuca menos os olhos.
11 de setembro de 2010
as recordações e a história do Tchecoslovaco.
Entre a enxerga e as tábuas da cama, eu encontrara, com efeito,
um velho bocado de jornal, amarelecido e transparente, quase
colado ao pano. Relatava um acontecimento cujo início faltava, mas
que devia ter sucedido na Tchecoslováquia.Um homem partira de
uma aldeia para fazer fortuna.
Ao fim de vinte e cinco anos, rico, regressara casado e com
um filho. A mãe dele, juntamente com a irmã, tinham uma
estalagem na aldeia. Para lhes fazer uma surpresa, deixara a mulher
e o filho noutra estalagem e fora visitar a mãe, que não
o reconheceu. Por brincadeira, tivera a idéia de se instalar
num quarto como hóspede. Mostrara o dinheiro que trazia. De
noite, a mãe e a irmã tinham-no assassinado à martelada e atirado
o corpo para o rio. No dia seguinte de manhã, a mulher
do desgraçado viera à estalagem e revelara, sem saber, a identidade
do viajante. A mãe enforcara-se. A irmã atirara-se a um poço. Devo
ter lido esta história milhares de vezes. Por um lado, era
inverossímil. Por outro lado, era natural.
Achei lindo, o que surpreendeu-me, porque encontrei num lugar que não estava a nutrir muito interesse...
Certo, não é algo real, é uma histórinha boba que talvez alguns reconheçam. Imagino-me contando-a aos meus filhos e netos e sobrinhos e filhos de gente que aprecio antes que durmam. Sonhariam sonhos lindos, como eu?
15 de agosto de 2010
Monções de Ternura, por favor.
Estive tanto tempo isolada por mim, que, quando apercebi-me que deveria sair de cá, já não mais lembrava como agir contigo - ou com qualquer um. gomen.
As lágrimas que derrama por coisas tão simplórias são as mesmas de sempre. Então, pra quê?
Diria algo sobre xenofobia, mas nem. Não tem nada a ver.
7 de julho de 2010
Kurohime
Não que eu não tenha ajudado a empurrar-lhe... não que eu não o tenha gozado. Não posso dizer nem que foi uma perda, não posso dizer que sinto muito. O prazer que sinto é simplesmente indescritível! Enquanto renova-me a esperança - qual espero que não vá abaixo novamente, que não seja novamente decepcionada, e que, novamente, venha empurrar-me no fosso - só visualizo campos frutíferos de uma colheita incessante.
Ele sente mais do que ela, mas ela chora mais do que ele... eu choro mais do que todos.
Apesar de tudo, em minha humildade exagerada, reconheço meu triunfo aqui, sem mostrar à mais ninguém, ao final.
29 de junho de 2010
Tentativa 1 _ 17-8
Deixavas-me de lado! Por que deixavas-me de lado?
O problema é que quanto mais tempo perdido, mais te distanciavas...
E eu já não sabia mais andar, porque a areia já soterrava-me...
Não sabia que estava morrendo.
A areia apenas cobre tudo. Embrulha-te.
Nem a sente.
Não percebe.
Você respira - você tenta.
Não consegue.
Asfixia.
Verde...
Morte.
28 de junho de 2010
smoothly
26 de junho de 2010
memórias da Psicose
19 de junho de 2010
lith
"Religion is to offer hope, inspiration and faith But when that faith passes judgement and tells you what to do, it is no longer faith, it is a cult..."
Amuto Fan
eh. Nem tão poético, mas bem colocado.
10 de junho de 2010
Holy.
Observam-no com curiosidade quase crucificante. As faces não são agradáveis, mas pior é dizerem-no misterioso. Jogam-no na cara, tal expressão, como se estivessem-no cuspindo as entranhas em cima. E ele não chora... lá, é claro, porque está sempre a chorar. A verdade é que pouco caso fazem dele. De nada ele realmente importa à todos. Não o olham, não o falam.
Ele não caminha, seus membros o fazem. Ele não cá está.
Consta que está em coma. Não apercebe-se mais o que o ronda. Não existe mistério algum. Dá-se aqui: nunca tocaram-no a alma, nunca quiseram o fazer, e isso que chora. Chora pelo tanto quanto não o havia feito previamente.
2 de junho de 2010
memories from a disturbed childhood,
Pois então, quando puxa-se com demasiada força de ambos os lados, é óbvio que virá a romper-se. Existem os maltidos intrusos, ainda. Enviados por que quer que seja, acabam por atrapalhar a brincadeira - muitas vezes são eles os que virão a romper a corda alheia - ou simplesmente deixam-na mais interessante, dependendo da perspectiva.
Em toda vez que rompem-na, claro, não acaba-se por aí - ainda resta dar o nó, o que pode ocorrer ou não. É, porque a amizade consiste-se disto, porém, mesmo que o nó seja dado, ambos terão consiência de que ele está presente, como uma lembrança eterna e irreversível. Todos os nós o são.
Porque, quando ele morre, ocorre um curto período de trégua.
Quando todos em volta demonstram-se tão fracos, alguém deve-se eleger como fonte de força, do contrário afunda-se tudo. Gostava, apenas, de que a eleição não ocorresse tão rapidamente.
27 de maio de 2010
The beginning that have never started
Não seja tão exigente... não peça algo que não poderei cumprir. Se deseja que lhe mostrem o que são, esteja pronta para aceitar a falta de originalidade que aparecerá. Não pense, em momento algum, que a humanidade não é sombra de algo maior. A originalidade não vem do homem.
Porém então, se o que busca é sinceridade...
22 de maio de 2010
sim; e dificilmente será retirada.
Entretanto, existe outro ponto. O prósopon não passa de uma personagem. A Personagem não é nada menos que a pessoa que a interpreta. O uso de "pessoa" não é mais correto que o de "personagem", afinal o que mais o ser humano faz quando interpreta A Pessoa?
A personagem que a humanidade conquistou para ser intérprete foi O Prósopon, a pessoa.
E o prósopon é o aspecto que a humanidade desenvolve e desenvolve, mas substitui-se. O aspecto único, ou nem tanto, de cada Ser humano. Algum dia, deixaríamos de ser humanos para sermos Pessoas... e o dia já chegou há muito tempo.
A humanidade não é mais humana. É apessoada, o prósopon, a persona... a máscara já foi colocada e fixada.
14 de maio de 2010
29 de abril de 2010
A flower of revival...
O corpo é somente a medíocre figura externa e é dificilmente uma figura honesta - a honestidade do corpo vale-se ao reconhecimento da natureza da mente.
... e a escolha pelo aperfeiçoamento do corpo é, apesar de tudo, a mais comum e intensa.
A sombra trabalha a simples resenha do corpo. Representa-o unido com a mente tornando-os traiçoeiros. O emprego da sombra é distorcer a verdadeira forma dessa união, enganar, esconder. Quem vê somente a sombra teme o ser.
... e quando acaba, a única coisa que resta é a sombra, que com a falta de corpo e mente, descansa com louvor de sua trapaça.
25 de abril de 2010
- e ainda falta algo;
Fantasio o dia em que isso virá a acabar - a satisfação não vale o sofrimento, até porque ainda não sou masoquista. Não há salvação e nunca houve, o erro foi cometido e o que se dá é compreendê-lo da forma correta para não ferí-lo, mas nesse campo não existe correção.
16 de abril de 2010
Hardly ever makin the right choice.
Ainda, aceitar a existência de algo não é o mesmo que acreditar. Acreditar é como odiar ou amar - ou se sente ou não - tal que não faz sentido existir o por quê de o fazer ou não.
Ahn, como irrita-me chamarem-me covarde. Afinal, quem foi o puto que começou com essa coisa de Deus? Claro que a igreja católica e mesmo a protestante e raizes são diferentes do cristianismo original, então que sentido faz frequentar tais sítios? Que sentido faz frequentar qualquer sítio religioso? Enfim, dificilmente vi lugares mais hipócritas, mas essa é só a mentalidade envenenada de uma criança perturbada emocionalmente - e covarde, pelo visto.
12 de abril de 2010
sem rastro, sem rastro ~
Espanta-me não tê-lo já feito, porque sim. Por que não?
Não entra na casa quando em desespero, não monta na égua quando cansado, não bebe do lago quando sedento, pula o muro sem ver o que tem atrás, mas segue do teu jeito.
7 de abril de 2010
Encarece, porra.
Sincroniza dor, fé, lealdade e tudo, mas acaba demasiado rápido... e então a matança sem sangue, simples pois pura, realiza o desfecho explícito do amanhecer.
Dá-lhe noite tola, em fim.
Toda vez espero que venha melhor, mas volta sempre igual: aborrecida.
29 de março de 2010
Such a sleepy child.
26 de março de 2010
25 de março de 2010
Ahn.
Infelizmente existem aqueles que, mesmo partilhando da humanidade, não desejam aproveitar sua capacidade intelectual e, por vezes, em nenhum momento da vida notam a falha que cometem.
Pensava em dizer 'Morte aos Ignorantes.' mas parecia benção demais para ser gratúita.
24 de março de 2010
Entretanto, nunca neva.
23 de março de 2010
22 de março de 2010
I had been praying all night long.
portanto não perdemos o medo, mas a inocência.
Mas não é só isso, certo?
Do contrário, por que nos esconderíamos, mesmo quando crescidos, do que existe, do que há lá fora? ... a imaginação não vai-se toda com a inocência e, por sabermos do que existe, imaginação e realidade se fundem trazendo não só medo como pavor.
E é por isso que não deve-se mentir - nem omitir - às criancinhas.
19 de março de 2010
16 de março de 2010
Me falta voz.
Muita coisa me adoece agora.
Escolhia morrer de Tédio.
Melhor que de Incompreensão - inocencia de menos.
Ainda que de Esperança - cegante demais.
Mesmo que de Desconfiança - fé de menos.
Mais generoso que morrer de Amor ou Ódio - doloroso demais.
Definitivamente respeitoso ao lado de morrer em Injustiça.
13 de março de 2010
12 de março de 2010
11 de março de 2010
Ritual Noturno
Agrada-me ter tamanho ego no teu ser,
porém enquanto não engolfa-me, não satisfaz-me.
Canso de esperar mas também nada faço.
Meu medo cresce à medida que suas palavras caem sobre meu coração,
mutilando-me, minha essência desfazendo-se, escorrendo à terra sedenta.
Em agonia, chamo-te enquanto Ela me leva.
O caminho nunca foi tão longo.
Agora, sozinha, minha alma pesa sobre meus olhos cegos.
É essa a minha salvação.
10 de março de 2010
Fell like a puppet.
Tell me what you see, if you don't want to show me.
8 de março de 2010
Sinfonia
Fomos amigos por longo tempo, até que ele conheceu aquela garota. Andava com ela para todos os lados. Ela era estranha, com uma beleza oculta e obscura, face perfeita, sem exageros. Dois meses depois, ele parecia uma versão masculina dela. Impecável, roupas formalmente perfeitas, aparência concretamente endeusada.
De alguma forma achei completamente normal.
A garota foi dada morta por algum problema de saúde algumas semanas após. Foi uma pena, até eu fiquei abalado. Mas ele ficou impassível. Noutro dia já possuía outra companhia que, como ele, com o tempo foi tornando-se aquela figura gozada e deslocada.
Certo dia, admirava-os sentados ao chão do pinheiro. Fazia sol e refrescavam-se à sombra da árvore, entretanto, notei, suas sombras já não acompanhavam a do pinheiro. Não partiam de lado nenhum, não tinham sombra.
Então, percebi que aquilo apossava-lhes. Tirava-lhes o nada que já foram para fazê-los marionetes. Possuia-os corpo e alma. E eu achei aquilo tão anormal, tão estranho. Aqueles olhos vidrados e repulsivos.
Ele morreu de qualquer problema de saúde alguns dias depois, mas eu não consegui sentir-lhe pena. Invejava-o.
7 de março de 2010
5 de março de 2010
Just stare out.
4 de março de 2010
3 de março de 2010
It smells the same
Consome-me a permanência de todos.
Insisto em consumir-me, mas canso-me disso também.
Canso-me de sentir.
Canso-me de cansar-me.
Lamento todo o cansaço, mas quando começa, insiste em aumetar.
Depois, sinto falta de cansar-me.
Depois, consome-me insistir.
Cansei-me alma e corpo de esperar por mim.
Cansei-me além de mim de sentir minha falta.
2 de março de 2010
1 de março de 2010
The Cube
27 de fevereiro de 2010
Rouse your dreams.
Killing my dreams. Killing my dreams. Killing my dreams. Killing my dreams.
Killing my dreams. Killing my dreams. Killing my dreams. Killing my dreams.
Killing my dreams. Killing my dreams. Killing my dreams. Killing my dreams.
Killing my dreams. Killing my dreams. Killing my dreams. Killing my dreams.
Alucinógeno antes de dormir já não adianta mais.
26 de fevereiro de 2010
25 de fevereiro de 2010
Mentira
sabedoria_sacrilégio
necrofilia_teocentrismo_antropofagia
sincronia_senso_concentração_sacrifício
execução_traição_suicídio_teimosia_esperança
hipocrisia_egocentrismo_modismo_ceticismo_falsidade_sigilo
24 de fevereiro de 2010
Ao Lugar
Vê Azul ao mar, ao Céu, ao Inferno.
Chora Vermelho ao sangue.
Mas A Morte só nasce uma vez na vida.
Onde Preto e Branco existirem juntos para formar duas cores em um único ser.
Outras formas não importam.
Não sentem. Não veem. Não choram.
Não nascem.
23 de fevereiro de 2010
22 de fevereiro de 2010
Primero Salmo
amém
21 de fevereiro de 2010
Far From The Edge
More troubles than You told me I would have. Are You a lier or a concealer? Or both...?
Ao menos haverá justiça no final, certo?
20 de fevereiro de 2010
19 de fevereiro de 2010
broken as early
'Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles.
Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas.
Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto.
No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas,
e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso.
Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos.
Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham.'
Clarice Lispector