É quase imperceptível! Que a alternância da normalidade e anormalidade seja algo na Terra. Mas que terra, aliás?
Leva-me logo, agora, daqui. Beija-me com lábios gelados e embala-me à cama.
Juro que o êxtase da inveja é interminante, algo que, racionalmente, contudo unicamente racionalmente, irrita-me até meu último instante de sanidade. E, ainda, é somente um dos pontos de intermitência e embate entre desejos repugnantes e uma mentalidade doentia.
Tortura? Rio-me toda com esta mínima indulção física e, as vezes, psicológica. Como já disse, inferno qualquer é pouca coisa à tortura – à toda tortura possível – presente nesta Terra. Terra – que vida? – vida porra nenhuma.
E depressão então. Cala-te, que depressão ainda é sinal de fraqueza – e uma apenas.
Jamais virei novamente a escolher qualquer experiência insultante. Que índigo é este que sofre a penalidade de uma nação – comunidade desconcertante – adepta da desgraça inconcebível da configuração originalmente religiosa?
Morro em vontades de gritar meu desespero – mentira, que se estivesse a morrer por tão pouco emanaria felicidade intérprete do drama de meu último sopro.
Sai do cargo que lhe incubiram, cargo este de tanta desvalorização.
Todavia, agora não penso em nada, pois se penso, esqueço de existir. Se penso, não quero existir. Mas para! Balelas que este conteúdo contém suicídio em cada palavra. Nem palavras têm aqui. Nem quem as lê, nem quem as escreve, portanto não são. E, sobre o assunto inicial, sabe que mesmo sem saber ao todo por que continuo, o faço, então não te preocupas, afinal nem mesmo eu me preocupo. Se bem me entende, sabe que não desejo teu apreço. Porém não há como entender-me...
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