29 de abril de 2010

A flower of revival...

No espelho, caso haja interesse, pode-se conhecer e visualizar a mente.
O corpo é somente a medíocre figura externa e é dificilmente uma figura honesta - a honestidade do corpo vale-se ao reconhecimento da natureza da mente.
... e a escolha pelo aperfeiçoamento do corpo é, apesar de tudo, a mais comum e intensa.
A sombra trabalha a simples resenha do corpo. Representa-o unido com a mente tornando-os traiçoeiros. O emprego da sombra é distorcer a verdadeira forma dessa união, enganar, esconder. Quem vê somente a sombra teme o ser.
... e quando acaba, a única coisa que resta é a sombra, que com a falta de corpo e mente, descansa com louvor de sua trapaça.

25 de abril de 2010

- e ainda falta algo;

Em cada vez que volto todos estão mudados, mas quem mais muda sou eu. O meu desgosto é culpa minha, pois se não temos como partilhar de uma mesma sociedade para sermos influenciados da mesma forma, a deturpação é inevitável. Até que ponto a cinestesia é leal? Falha na comunicação...
Fantasio o dia em que isso virá a acabar - a satisfação não vale o sofrimento, até porque ainda não sou masoquista. Não há salvação e nunca houve, o erro foi cometido e o que se dá é compreendê-lo da forma correta para não ferí-lo, mas nesse campo não existe correção.

16 de abril de 2010

Hardly ever makin the right choice.

Mas então, por que inferno o ateu seria o covarde? Não o coloco como vítima, mas covarde, acredito, é aquele que alimenta crenças por medo das consequências de não o fazer. É claro que a religião tem um papel social demasiado importante confortando as pessoas de vários de seus medos, mas aqueles que cegamente aceitam crenças que os confortem tornando-se servos da religião são os verdadeiros covardes - e ainda tolos. Até que ponto a ilusão pode esconder a covardia?
Ainda, aceitar a existência de algo não é o mesmo que acreditar. Acreditar é como odiar ou amar - ou se sente ou não - tal que não faz sentido existir o por quê de o fazer ou não.
Ahn, como irrita-me chamarem-me covarde. Afinal, quem foi o puto que começou com essa coisa de Deus? Claro que a igreja católica e mesmo a protestante e raizes são diferentes do cristianismo original, então que sentido faz frequentar tais sítios? Que sentido faz frequentar qualquer sítio religioso? Enfim, dificilmente vi lugares mais hipócritas, mas essa é só a mentalidade envenenada de uma criança perturbada emocionalmente - e covarde, pelo visto.

12 de abril de 2010

sem rastro, sem rastro ~

Corre logo ao seu meio, que ao menos lá encontra-te. Cresce, entristece, definha, batalha, escorre, mas o meio ainda tá lá, you know, tanto quanto ainda estou aqui. Mesmo você não o vendo, sabe. Então, corre logo... foge, mas não deixa rastro, sim?
Espanta-me não tê-lo já feito, porque sim. Por que não?
Não entra na casa quando em desespero, não monta na égua quando cansado, não bebe do lago quando sedento, pula o muro sem ver o que tem atrás, mas segue do teu jeito.

7 de abril de 2010

Encarece, porra.

Parva demais pra crêr que é o dia qual permite sua chegada. Satisfeita de cultura e calorosa de um frio lunar. Pecadora furtiva - luxúria nos olhos, ganância na boca. Impaciência em ser.
Sincroniza dor, fé, lealdade e tudo, mas acaba demasiado rápido... e então a matança sem sangue, simples pois pura, realiza o desfecho explícito do amanhecer.
Dá-lhe noite tola, em fim.
Toda vez espero que venha melhor, mas volta sempre igual: aborrecida.