21 de junho de 2012

automação II

Venho tendo estes sonhos sobre canibalismo ultimamente e são sonhos frequentes. Eles dizem que os sonhos são espamos de pavores ou desejos repudiados, no entanto neste caso não há como. Eu não saberia o que diriam. Afinal não é uma temática que me atormenta nem atormentou, ao ponto que a tenho para mim, ao máximo, como algo repulsivo. Nojento.
Das poucas vezes que tive contato foram ligações indiretas com os fatos, em que nenhum tipo de artigo sinestésico pudesse ser de força suficiente para me chocar - apenas firmaram minha reversão. Nos meus sonhos há a boca e a unha sangrentas. Uma mulata ergue a faca a mim - a faca também embebedada em sangue - e, curiosamente, naquele momento temo a morte.
Então enfim a comicidade quando ela ergue um garfo! E entre os dentes dele está grudado um fragmento de pele humana esticada de forma grotesca. Quase rio se não lá estivesse. Ela me comeria de garfo e faca! Mas ela passa por mim e dirige-se a uma banheira onde estava um bebê. Não há mais nada no aposento além da banheira e de uma janela por onde entra luminosidade rasoável. (Agora sóbria penso que me lembra daquele em Constantine) Eu não a vi comendo-a, mas sei que o fez.
Pois que agora estou sem paciência, então o outro fica à próxima.