olhava-te prosseguir feliz, enquanto perguntava-me o porquê de não esperar por mim...
Deixavas-me de lado! Por que deixavas-me de lado?
O problema é que quanto mais tempo perdido, mais te distanciavas...
E eu já não sabia mais andar, porque a areia já soterrava-me...
Não sabia que estava morrendo.
A areia apenas cobre tudo. Embrulha-te.
Nem a sente.
Não percebe.
Você respira - você tenta.
Não consegue.
Asfixia.
Verde...
Morte.
29 de junho de 2010
28 de junho de 2010
smoothly
Sabe... SP é uma cidade estranha, não existem lugares seguros: se sair na rua a gritar, capturam-te e carregam-te ao manicómio.
26 de junho de 2010
memórias da Psicose
Estou a passar por exames terapeuticos e psicológicos. Dizem-me que tenho diversos distúrbios emocionais. Recomendam-me um neuropsiquiatra. so what? Descobri uma ninfa noutro lugar. Juro que tento encontrá-la de novo, só porque sei que, dela, nada terei. Quando puder visualizar-me ao lado daquele ser imperfeito, ainda terei de guardar-lhe o segredo. E mesmo tendo de voltar à cá - e a dor da volta é tão indescritível! - vale a pena sempre que vou.
19 de junho de 2010
lith
Ah! eu sei que disso já sabem, mas vale a pena ressaltar a cada vez que uma essência é salva:
"Religion is to offer hope, inspiration and faith But when that faith passes judgement and tells you what to do, it is no longer faith, it is a cult..."
Amuto Fan
eh. Nem tão poético, mas bem colocado.
"Religion is to offer hope, inspiration and faith But when that faith passes judgement and tells you what to do, it is no longer faith, it is a cult..."
Amuto Fan
eh. Nem tão poético, mas bem colocado.
10 de junho de 2010
Holy.
Não, não...
Observam-no com curiosidade quase crucificante. As faces não são agradáveis, mas pior é dizerem-no misterioso. Jogam-no na cara, tal expressão, como se estivessem-no cuspindo as entranhas em cima. E ele não chora... lá, é claro, porque está sempre a chorar. A verdade é que pouco caso fazem dele. De nada ele realmente importa à todos. Não o olham, não o falam.
Ele não caminha, seus membros o fazem. Ele não cá está.
Consta que está em coma. Não apercebe-se mais o que o ronda. Não existe mistério algum. Dá-se aqui: nunca tocaram-no a alma, nunca quiseram o fazer, e isso que chora. Chora pelo tanto quanto não o havia feito previamente.
Observam-no com curiosidade quase crucificante. As faces não são agradáveis, mas pior é dizerem-no misterioso. Jogam-no na cara, tal expressão, como se estivessem-no cuspindo as entranhas em cima. E ele não chora... lá, é claro, porque está sempre a chorar. A verdade é que pouco caso fazem dele. De nada ele realmente importa à todos. Não o olham, não o falam.
Ele não caminha, seus membros o fazem. Ele não cá está.
Consta que está em coma. Não apercebe-se mais o que o ronda. Não existe mistério algum. Dá-se aqui: nunca tocaram-no a alma, nunca quiseram o fazer, e isso que chora. Chora pelo tanto quanto não o havia feito previamente.
2 de junho de 2010
memories from a disturbed childhood,
Ao início, ela está intacta. Puxa-se a corda de cada um dos lados, mas existem demais fatores. É impossível dizer que quem nunca a rompeu teve maior diversão, também. Uma mesma pessoa pode puxar diversas, cada qual com suas consequências.
Pois então, quando puxa-se com demasiada força de ambos os lados, é óbvio que virá a romper-se. Existem os maltidos intrusos, ainda. Enviados por que quer que seja, acabam por atrapalhar a brincadeira - muitas vezes são eles os que virão a romper a corda alheia - ou simplesmente deixam-na mais interessante, dependendo da perspectiva.
Em toda vez que rompem-na, claro, não acaba-se por aí - ainda resta dar o nó, o que pode ocorrer ou não. É, porque a amizade consiste-se disto, porém, mesmo que o nó seja dado, ambos terão consiência de que ele está presente, como uma lembrança eterna e irreversível. Todos os nós o são.
Pois então, quando puxa-se com demasiada força de ambos os lados, é óbvio que virá a romper-se. Existem os maltidos intrusos, ainda. Enviados por que quer que seja, acabam por atrapalhar a brincadeira - muitas vezes são eles os que virão a romper a corda alheia - ou simplesmente deixam-na mais interessante, dependendo da perspectiva.
Em toda vez que rompem-na, claro, não acaba-se por aí - ainda resta dar o nó, o que pode ocorrer ou não. É, porque a amizade consiste-se disto, porém, mesmo que o nó seja dado, ambos terão consiência de que ele está presente, como uma lembrança eterna e irreversível. Todos os nós o são.
Porque, quando ele morre, ocorre um curto período de trégua.
É impossível mostrar-se forte o tempo todo. Quanto mais resiste em abrir a casca para soltar o pó, mais pó acumula-se. Entretanto, chegará o dia em que a casca ficará pressionada e pressionada e eclodirá e danificar-se-há para sempre e, ainda, o pó sairá de vez.
Quando todos em volta demonstram-se tão fracos, alguém deve-se eleger como fonte de força, do contrário afunda-se tudo. Gostava, apenas, de que a eleição não ocorresse tão rapidamente.
Quando todos em volta demonstram-se tão fracos, alguém deve-se eleger como fonte de força, do contrário afunda-se tudo. Gostava, apenas, de que a eleição não ocorresse tão rapidamente.
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