10 de junho de 2010

Holy.

Não, não...
Observam-no com curiosidade quase crucificante. As faces não são agradáveis, mas pior é dizerem-no misterioso. Jogam-no na cara, tal expressão, como se estivessem-no cuspindo as entranhas em cima. E ele não chora... lá, é claro, porque está sempre a chorar. A verdade é que pouco caso fazem dele. De nada ele realmente importa à todos. Não o olham, não o falam.
Ele não caminha, seus membros o fazem. Ele não cá está.
Consta que está em coma. Não apercebe-se mais o que o ronda. Não existe mistério algum. Dá-se aqui: nunca tocaram-no a alma, nunca quiseram o fazer, e isso que chora. Chora pelo tanto quanto não o havia feito previamente.

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