O vento que me sopra, me enrosca e me espalha em mim, é o mesmo vento que te retorce. Quando o faz, é porque não estou a fazer o mesmo que ti. Este vento que me sopra, é mais interessante que o teu. Sei, porque já estive contigo.
A queda é irritante, como sempre - não sabe o que te espera nem o que deve fazer. E então vem a liberdade - é possível percebê-la ainda no ar... Você acaba por reconhecer que Ela te espera lá embaixo e reconhece a experiência única que está acontecendo e está por acontecer! É incrível.
No fim, o solo não é tão gentil, mas Ela o é - e há uma compensação. Depois disso, você encontra a mesma monotonia que já tinha... o mesmo frio interminável que consegue ser mais quente que a paisagem ao redor. A solidão impressindível, mas já conhecida, por mais inimiga que seja.
Espero por você aqui, com o mesmo sorriso que tinha quando estava por aí. Nenhum. :)
"Esquece que algum dia -
Não... me espera sem lembrar de nada mesmo. Me espera sem saber, sem conhecer, sem recordar já ter-me antes esperado."
Que foi isso? Então, se canso de esperá-La, que faço? Me escuta... que demoras tanto? Enquanto o gelo da solidão do inferno me aquece mesmo em terra, por que estou a esperar aqui, onde permanece a espectativa de que algo mude? Tal espectativa que retira de mim o que foi a consciência.
Por que continuamos, mesmo quando já estamos onde se deve chegar no fim?
É daí que você faz o maior salto da sua existência. E a destrói.
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