ha. justo agora que precisava de ti.
bom, não é de menos. rejeito-te ontem, atacas-me hoje, hm? e amanhã?
pior é que estou a abrir os curativos para ver sangrar, para ver se vem. se vier, irás tacar-lhes sal?
quero doce. Agora, logo, falta esperança. Penso que sejam momentos assim que causem descrença.
sabe, se precisou de mim ontem, não noticiei. não noticiará que hoje sou eu.
Escuta, quando ficas o dia inteiro em casa a morrer e matar-se e não pode dopar-se é tenso. Eu quero.
Apesar de tudo, penso as vezes, obrigada pelo antes de ontem, aceito o que quiser em troca, pagar o preço do pão... mas logo vem a onda de algo que não sei que é, que me arrasta e me afoga e me arrependo. Deus... cobras muito caro.
Declaro que não sei onde estou e que só sigo à onde for mais bonito, onde tiver menos luz machuca menos os olhos.
2 de outubro de 2010
11 de setembro de 2010
as recordações e a história do Tchecoslovaco.
Se não sabe como é a vida, aprende agora.
Entre a enxerga e as tábuas da cama, eu encontrara, com efeito,
um velho bocado de jornal, amarelecido e transparente, quase
colado ao pano. Relatava um acontecimento cujo início faltava, mas
que devia ter sucedido na Tchecoslováquia.Um homem partira de
uma aldeia para fazer fortuna.
Ao fim de vinte e cinco anos, rico, regressara casado e com
um filho. A mãe dele, juntamente com a irmã, tinham uma
estalagem na aldeia. Para lhes fazer uma surpresa, deixara a mulher
e o filho noutra estalagem e fora visitar a mãe, que não
o reconheceu. Por brincadeira, tivera a idéia de se instalar
num quarto como hóspede. Mostrara o dinheiro que trazia. De
noite, a mãe e a irmã tinham-no assassinado à martelada e atirado
o corpo para o rio. No dia seguinte de manhã, a mulher
do desgraçado viera à estalagem e revelara, sem saber, a identidade
do viajante. A mãe enforcara-se. A irmã atirara-se a um poço. Devo
ter lido esta história milhares de vezes. Por um lado, era
inverossímil. Por outro lado, era natural.
Achei lindo, o que surpreendeu-me, porque encontrei num lugar que não estava a nutrir muito interesse...
Certo, não é algo real, é uma histórinha boba que talvez alguns reconheçam. Imagino-me contando-a aos meus filhos e netos e sobrinhos e filhos de gente que aprecio antes que durmam. Sonhariam sonhos lindos, como eu?
Entre a enxerga e as tábuas da cama, eu encontrara, com efeito,
um velho bocado de jornal, amarelecido e transparente, quase
colado ao pano. Relatava um acontecimento cujo início faltava, mas
que devia ter sucedido na Tchecoslováquia.Um homem partira de
uma aldeia para fazer fortuna.
Ao fim de vinte e cinco anos, rico, regressara casado e com
um filho. A mãe dele, juntamente com a irmã, tinham uma
estalagem na aldeia. Para lhes fazer uma surpresa, deixara a mulher
e o filho noutra estalagem e fora visitar a mãe, que não
o reconheceu. Por brincadeira, tivera a idéia de se instalar
num quarto como hóspede. Mostrara o dinheiro que trazia. De
noite, a mãe e a irmã tinham-no assassinado à martelada e atirado
o corpo para o rio. No dia seguinte de manhã, a mulher
do desgraçado viera à estalagem e revelara, sem saber, a identidade
do viajante. A mãe enforcara-se. A irmã atirara-se a um poço. Devo
ter lido esta história milhares de vezes. Por um lado, era
inverossímil. Por outro lado, era natural.
Achei lindo, o que surpreendeu-me, porque encontrei num lugar que não estava a nutrir muito interesse...
Certo, não é algo real, é uma histórinha boba que talvez alguns reconheçam. Imagino-me contando-a aos meus filhos e netos e sobrinhos e filhos de gente que aprecio antes que durmam. Sonhariam sonhos lindos, como eu?
15 de agosto de 2010
Monções de Ternura, por favor.
O céu é o mesmo em qualquer canto.
Estive tanto tempo isolada por mim, que, quando apercebi-me que deveria sair de cá, já não mais lembrava como agir contigo - ou com qualquer um. gomen.
As lágrimas que derrama por coisas tão simplórias são as mesmas de sempre. Então, pra quê?
Diria algo sobre xenofobia, mas nem. Não tem nada a ver.
Estive tanto tempo isolada por mim, que, quando apercebi-me que deveria sair de cá, já não mais lembrava como agir contigo - ou com qualquer um. gomen.
As lágrimas que derrama por coisas tão simplórias são as mesmas de sempre. Então, pra quê?
Diria algo sobre xenofobia, mas nem. Não tem nada a ver.
7 de julho de 2010
Kurohime
eh. Afogou-se na falta de humildade.
Não que eu não tenha ajudado a empurrar-lhe... não que eu não o tenha gozado. Não posso dizer nem que foi uma perda, não posso dizer que sinto muito. O prazer que sinto é simplesmente indescritível! Enquanto renova-me a esperança - qual espero que não vá abaixo novamente, que não seja novamente decepcionada, e que, novamente, venha empurrar-me no fosso - só visualizo campos frutíferos de uma colheita incessante.
Ele sente mais do que ela, mas ela chora mais do que ele... eu choro mais do que todos.
Apesar de tudo, em minha humildade exagerada, reconheço meu triunfo aqui, sem mostrar à mais ninguém, ao final.
Não que eu não tenha ajudado a empurrar-lhe... não que eu não o tenha gozado. Não posso dizer nem que foi uma perda, não posso dizer que sinto muito. O prazer que sinto é simplesmente indescritível! Enquanto renova-me a esperança - qual espero que não vá abaixo novamente, que não seja novamente decepcionada, e que, novamente, venha empurrar-me no fosso - só visualizo campos frutíferos de uma colheita incessante.
Ele sente mais do que ela, mas ela chora mais do que ele... eu choro mais do que todos.
Apesar de tudo, em minha humildade exagerada, reconheço meu triunfo aqui, sem mostrar à mais ninguém, ao final.
29 de junho de 2010
Tentativa 1 _ 17-8
olhava-te prosseguir feliz, enquanto perguntava-me o porquê de não esperar por mim...
Deixavas-me de lado! Por que deixavas-me de lado?
O problema é que quanto mais tempo perdido, mais te distanciavas...
E eu já não sabia mais andar, porque a areia já soterrava-me...
Não sabia que estava morrendo.
A areia apenas cobre tudo. Embrulha-te.
Nem a sente.
Não percebe.
Você respira - você tenta.
Não consegue.
Asfixia.
Verde...
Morte.
Deixavas-me de lado! Por que deixavas-me de lado?
O problema é que quanto mais tempo perdido, mais te distanciavas...
E eu já não sabia mais andar, porque a areia já soterrava-me...
Não sabia que estava morrendo.
A areia apenas cobre tudo. Embrulha-te.
Nem a sente.
Não percebe.
Você respira - você tenta.
Não consegue.
Asfixia.
Verde...
Morte.
28 de junho de 2010
smoothly
Sabe... SP é uma cidade estranha, não existem lugares seguros: se sair na rua a gritar, capturam-te e carregam-te ao manicómio.
26 de junho de 2010
memórias da Psicose
Estou a passar por exames terapeuticos e psicológicos. Dizem-me que tenho diversos distúrbios emocionais. Recomendam-me um neuropsiquiatra. so what? Descobri uma ninfa noutro lugar. Juro que tento encontrá-la de novo, só porque sei que, dela, nada terei. Quando puder visualizar-me ao lado daquele ser imperfeito, ainda terei de guardar-lhe o segredo. E mesmo tendo de voltar à cá - e a dor da volta é tão indescritível! - vale a pena sempre que vou.
19 de junho de 2010
lith
Ah! eu sei que disso já sabem, mas vale a pena ressaltar a cada vez que uma essência é salva:
"Religion is to offer hope, inspiration and faith But when that faith passes judgement and tells you what to do, it is no longer faith, it is a cult..."
Amuto Fan
eh. Nem tão poético, mas bem colocado.
"Religion is to offer hope, inspiration and faith But when that faith passes judgement and tells you what to do, it is no longer faith, it is a cult..."
Amuto Fan
eh. Nem tão poético, mas bem colocado.
10 de junho de 2010
Holy.
Não, não...
Observam-no com curiosidade quase crucificante. As faces não são agradáveis, mas pior é dizerem-no misterioso. Jogam-no na cara, tal expressão, como se estivessem-no cuspindo as entranhas em cima. E ele não chora... lá, é claro, porque está sempre a chorar. A verdade é que pouco caso fazem dele. De nada ele realmente importa à todos. Não o olham, não o falam.
Ele não caminha, seus membros o fazem. Ele não cá está.
Consta que está em coma. Não apercebe-se mais o que o ronda. Não existe mistério algum. Dá-se aqui: nunca tocaram-no a alma, nunca quiseram o fazer, e isso que chora. Chora pelo tanto quanto não o havia feito previamente.
Observam-no com curiosidade quase crucificante. As faces não são agradáveis, mas pior é dizerem-no misterioso. Jogam-no na cara, tal expressão, como se estivessem-no cuspindo as entranhas em cima. E ele não chora... lá, é claro, porque está sempre a chorar. A verdade é que pouco caso fazem dele. De nada ele realmente importa à todos. Não o olham, não o falam.
Ele não caminha, seus membros o fazem. Ele não cá está.
Consta que está em coma. Não apercebe-se mais o que o ronda. Não existe mistério algum. Dá-se aqui: nunca tocaram-no a alma, nunca quiseram o fazer, e isso que chora. Chora pelo tanto quanto não o havia feito previamente.
2 de junho de 2010
memories from a disturbed childhood,
Ao início, ela está intacta. Puxa-se a corda de cada um dos lados, mas existem demais fatores. É impossível dizer que quem nunca a rompeu teve maior diversão, também. Uma mesma pessoa pode puxar diversas, cada qual com suas consequências.
Pois então, quando puxa-se com demasiada força de ambos os lados, é óbvio que virá a romper-se. Existem os maltidos intrusos, ainda. Enviados por que quer que seja, acabam por atrapalhar a brincadeira - muitas vezes são eles os que virão a romper a corda alheia - ou simplesmente deixam-na mais interessante, dependendo da perspectiva.
Em toda vez que rompem-na, claro, não acaba-se por aí - ainda resta dar o nó, o que pode ocorrer ou não. É, porque a amizade consiste-se disto, porém, mesmo que o nó seja dado, ambos terão consiência de que ele está presente, como uma lembrança eterna e irreversível. Todos os nós o são.
Pois então, quando puxa-se com demasiada força de ambos os lados, é óbvio que virá a romper-se. Existem os maltidos intrusos, ainda. Enviados por que quer que seja, acabam por atrapalhar a brincadeira - muitas vezes são eles os que virão a romper a corda alheia - ou simplesmente deixam-na mais interessante, dependendo da perspectiva.
Em toda vez que rompem-na, claro, não acaba-se por aí - ainda resta dar o nó, o que pode ocorrer ou não. É, porque a amizade consiste-se disto, porém, mesmo que o nó seja dado, ambos terão consiência de que ele está presente, como uma lembrança eterna e irreversível. Todos os nós o são.
Porque, quando ele morre, ocorre um curto período de trégua.
É impossível mostrar-se forte o tempo todo. Quanto mais resiste em abrir a casca para soltar o pó, mais pó acumula-se. Entretanto, chegará o dia em que a casca ficará pressionada e pressionada e eclodirá e danificar-se-há para sempre e, ainda, o pó sairá de vez.
Quando todos em volta demonstram-se tão fracos, alguém deve-se eleger como fonte de força, do contrário afunda-se tudo. Gostava, apenas, de que a eleição não ocorresse tão rapidamente.
Quando todos em volta demonstram-se tão fracos, alguém deve-se eleger como fonte de força, do contrário afunda-se tudo. Gostava, apenas, de que a eleição não ocorresse tão rapidamente.
27 de maio de 2010
The beginning that have never started
Gostava mesmo que houvesse autenticidade no que a humanidade faz, mas não há. Dizia algum intelecto que se salva - mas que já falta-me na memória - que "a cinestesia da humanidade não é original. Há a área sensível. Só se pode imaginar, lembrar, saber, o que já se passou pela área sensível. Tente imaginar uma cor que nunca foi vista por ti que não conseguirás."
Não seja tão exigente... não peça algo que não poderei cumprir. Se deseja que lhe mostrem o que são, esteja pronta para aceitar a falta de originalidade que aparecerá. Não pense, em momento algum, que a humanidade não é sombra de algo maior. A originalidade não vem do homem.
Porém então, se o que busca é sinceridade...
Não seja tão exigente... não peça algo que não poderei cumprir. Se deseja que lhe mostrem o que são, esteja pronta para aceitar a falta de originalidade que aparecerá. Não pense, em momento algum, que a humanidade não é sombra de algo maior. A originalidade não vem do homem.
Porém então, se o que busca é sinceridade...
22 de maio de 2010
sim; e dificilmente será retirada.
Hoje em dia não mais existe o ser humano. O ser humano tornou-se a Pessoa, tanto oralmente, visualmente e essencialmente. Tomou-se o hábito ignorante de chamar o humano de Pessoa e agora, acostumado por como sempre fora tratado, de fato tornou-se a Pessoa.
Entretanto, existe outro ponto. O prósopon não passa de uma personagem. A Personagem não é nada menos que a pessoa que a interpreta. O uso de "pessoa" não é mais correto que o de "personagem", afinal o que mais o ser humano faz quando interpreta A Pessoa?
A personagem que a humanidade conquistou para ser intérprete foi O Prósopon, a pessoa.
E o prósopon é o aspecto que a humanidade desenvolve e desenvolve, mas substitui-se. O aspecto único, ou nem tanto, de cada Ser humano. Algum dia, deixaríamos de ser humanos para sermos Pessoas... e o dia já chegou há muito tempo.
A humanidade não é mais humana. É apessoada, o prósopon, a persona... a máscara já foi colocada e fixada.
Entretanto, existe outro ponto. O prósopon não passa de uma personagem. A Personagem não é nada menos que a pessoa que a interpreta. O uso de "pessoa" não é mais correto que o de "personagem", afinal o que mais o ser humano faz quando interpreta A Pessoa?
A personagem que a humanidade conquistou para ser intérprete foi O Prósopon, a pessoa.
E o prósopon é o aspecto que a humanidade desenvolve e desenvolve, mas substitui-se. O aspecto único, ou nem tanto, de cada Ser humano. Algum dia, deixaríamos de ser humanos para sermos Pessoas... e o dia já chegou há muito tempo.
A humanidade não é mais humana. É apessoada, o prósopon, a persona... a máscara já foi colocada e fixada.
14 de maio de 2010
29 de abril de 2010
A flower of revival...
No espelho, caso haja interesse, pode-se conhecer e visualizar a mente.
O corpo é somente a medíocre figura externa e é dificilmente uma figura honesta - a honestidade do corpo vale-se ao reconhecimento da natureza da mente.
... e a escolha pelo aperfeiçoamento do corpo é, apesar de tudo, a mais comum e intensa.
A sombra trabalha a simples resenha do corpo. Representa-o unido com a mente tornando-os traiçoeiros. O emprego da sombra é distorcer a verdadeira forma dessa união, enganar, esconder. Quem vê somente a sombra teme o ser.
... e quando acaba, a única coisa que resta é a sombra, que com a falta de corpo e mente, descansa com louvor de sua trapaça.
O corpo é somente a medíocre figura externa e é dificilmente uma figura honesta - a honestidade do corpo vale-se ao reconhecimento da natureza da mente.
... e a escolha pelo aperfeiçoamento do corpo é, apesar de tudo, a mais comum e intensa.
A sombra trabalha a simples resenha do corpo. Representa-o unido com a mente tornando-os traiçoeiros. O emprego da sombra é distorcer a verdadeira forma dessa união, enganar, esconder. Quem vê somente a sombra teme o ser.
... e quando acaba, a única coisa que resta é a sombra, que com a falta de corpo e mente, descansa com louvor de sua trapaça.
25 de abril de 2010
- e ainda falta algo;
Em cada vez que volto todos estão mudados, mas quem mais muda sou eu. O meu desgosto é culpa minha, pois se não temos como partilhar de uma mesma sociedade para sermos influenciados da mesma forma, a deturpação é inevitável. Até que ponto a cinestesia é leal? Falha na comunicação...
Fantasio o dia em que isso virá a acabar - a satisfação não vale o sofrimento, até porque ainda não sou masoquista. Não há salvação e nunca houve, o erro foi cometido e o que se dá é compreendê-lo da forma correta para não ferí-lo, mas nesse campo não existe correção.
Fantasio o dia em que isso virá a acabar - a satisfação não vale o sofrimento, até porque ainda não sou masoquista. Não há salvação e nunca houve, o erro foi cometido e o que se dá é compreendê-lo da forma correta para não ferí-lo, mas nesse campo não existe correção.
16 de abril de 2010
Hardly ever makin the right choice.
Mas então, por que inferno o ateu seria o covarde? Não o coloco como vítima, mas covarde, acredito, é aquele que alimenta crenças por medo das consequências de não o fazer. É claro que a religião tem um papel social demasiado importante confortando as pessoas de vários de seus medos, mas aqueles que cegamente aceitam crenças que os confortem tornando-se servos da religião são os verdadeiros covardes - e ainda tolos. Até que ponto a ilusão pode esconder a covardia?
Ainda, aceitar a existência de algo não é o mesmo que acreditar. Acreditar é como odiar ou amar - ou se sente ou não - tal que não faz sentido existir o por quê de o fazer ou não.
Ahn, como irrita-me chamarem-me covarde. Afinal, quem foi o puto que começou com essa coisa de Deus? Claro que a igreja católica e mesmo a protestante e raizes são diferentes do cristianismo original, então que sentido faz frequentar tais sítios? Que sentido faz frequentar qualquer sítio religioso? Enfim, dificilmente vi lugares mais hipócritas, mas essa é só a mentalidade envenenada de uma criança perturbada emocionalmente - e covarde, pelo visto.
Ainda, aceitar a existência de algo não é o mesmo que acreditar. Acreditar é como odiar ou amar - ou se sente ou não - tal que não faz sentido existir o por quê de o fazer ou não.
Ahn, como irrita-me chamarem-me covarde. Afinal, quem foi o puto que começou com essa coisa de Deus? Claro que a igreja católica e mesmo a protestante e raizes são diferentes do cristianismo original, então que sentido faz frequentar tais sítios? Que sentido faz frequentar qualquer sítio religioso? Enfim, dificilmente vi lugares mais hipócritas, mas essa é só a mentalidade envenenada de uma criança perturbada emocionalmente - e covarde, pelo visto.
12 de abril de 2010
sem rastro, sem rastro ~
Corre logo ao seu meio, que ao menos lá encontra-te. Cresce, entristece, definha, batalha, escorre, mas o meio ainda tá lá, you know, tanto quanto ainda estou aqui. Mesmo você não o vendo, sabe. Então, corre logo... foge, mas não deixa rastro, sim?
Espanta-me não tê-lo já feito, porque sim. Por que não?
Não entra na casa quando em desespero, não monta na égua quando cansado, não bebe do lago quando sedento, pula o muro sem ver o que tem atrás, mas segue do teu jeito.
Espanta-me não tê-lo já feito, porque sim. Por que não?
Não entra na casa quando em desespero, não monta na égua quando cansado, não bebe do lago quando sedento, pula o muro sem ver o que tem atrás, mas segue do teu jeito.
7 de abril de 2010
Encarece, porra.
Parva demais pra crêr que é o dia qual permite sua chegada. Satisfeita de cultura e calorosa de um frio lunar. Pecadora furtiva - luxúria nos olhos, ganância na boca. Impaciência em ser.
Sincroniza dor, fé, lealdade e tudo, mas acaba demasiado rápido... e então a matança sem sangue, simples pois pura, realiza o desfecho explícito do amanhecer.
Dá-lhe noite tola, em fim.
Toda vez espero que venha melhor, mas volta sempre igual: aborrecida.
Sincroniza dor, fé, lealdade e tudo, mas acaba demasiado rápido... e então a matança sem sangue, simples pois pura, realiza o desfecho explícito do amanhecer.
Dá-lhe noite tola, em fim.
Toda vez espero que venha melhor, mas volta sempre igual: aborrecida.
29 de março de 2010
Such a sleepy child.
Enterram-me cada vez mais fundo. Penso em gritar para pararem ou até por ajuda, mas não funciono. Parte de mim deve gostar disso.
26 de março de 2010
25 de março de 2010
Ahn.
Mesmo a maioria da civilização ociosa possui poderes pscicológicos superiores a de alguns outros seres biológicos. São como super-heróis, só não fazem nada de útil para a sociedade, apesar de também não atrapalharem demasiado.
Infelizmente existem aqueles que, mesmo partilhando da humanidade, não desejam aproveitar sua capacidade intelectual e, por vezes, em nenhum momento da vida notam a falha que cometem.
Pensava em dizer 'Morte aos Ignorantes.' mas parecia benção demais para ser gratúita.
Infelizmente existem aqueles que, mesmo partilhando da humanidade, não desejam aproveitar sua capacidade intelectual e, por vezes, em nenhum momento da vida notam a falha que cometem.
Pensava em dizer 'Morte aos Ignorantes.' mas parecia benção demais para ser gratúita.
24 de março de 2010
Entretanto, nunca neva.
Segura-te, imploro. Guarda tua voz para quando não tiver mais da minha. Aguarda meu fim e deixa de pose ... Espera o Adeus pra substituir, pois do seu pouco não posso desacorrentar-me mais - porque tirou-me a chave tão cedo. Falta-me força.
23 de março de 2010
22 de março de 2010
I had been praying all night long.
Entende que o temor é consequência da imaginação,
portanto não perdemos o medo, mas a inocência.
Mas não é só isso, certo?
Do contrário, por que nos esconderíamos, mesmo quando crescidos, do que existe, do que há lá fora? ... a imaginação não vai-se toda com a inocência e, por sabermos do que existe, imaginação e realidade se fundem trazendo não só medo como pavor.
E é por isso que não deve-se mentir - nem omitir - às criancinhas.
portanto não perdemos o medo, mas a inocência.
Mas não é só isso, certo?
Do contrário, por que nos esconderíamos, mesmo quando crescidos, do que existe, do que há lá fora? ... a imaginação não vai-se toda com a inocência e, por sabermos do que existe, imaginação e realidade se fundem trazendo não só medo como pavor.
E é por isso que não deve-se mentir - nem omitir - às criancinhas.
19 de março de 2010
16 de março de 2010
Me falta voz.
Entretanto, todos que conheci que morreram de tal forma estão ocupados demais.
Muita coisa me adoece agora.
Escolhia morrer de Tédio.
Melhor que de Incompreensão - inocencia de menos.
Ainda que de Esperança - cegante demais.
Mesmo que de Desconfiança - fé de menos.
Mais generoso que morrer de Amor ou Ódio - doloroso demais.
Definitivamente respeitoso ao lado de morrer em Injustiça.
Muita coisa me adoece agora.
Escolhia morrer de Tédio.
Melhor que de Incompreensão - inocencia de menos.
Ainda que de Esperança - cegante demais.
Mesmo que de Desconfiança - fé de menos.
Mais generoso que morrer de Amor ou Ódio - doloroso demais.
Definitivamente respeitoso ao lado de morrer em Injustiça.
13 de março de 2010
12 de março de 2010
11 de março de 2010
Ritual Noturno
O terror na tua face me expele.
Agrada-me ter tamanho ego no teu ser,
porém enquanto não engolfa-me, não satisfaz-me.
Canso de esperar mas também nada faço.
Meu medo cresce à medida que suas palavras caem sobre meu coração,
mutilando-me, minha essência desfazendo-se, escorrendo à terra sedenta.
Em agonia, chamo-te enquanto Ela me leva.
O caminho nunca foi tão longo.
Agora, sozinha, minha alma pesa sobre meus olhos cegos.
É essa a minha salvação.
Agrada-me ter tamanho ego no teu ser,
porém enquanto não engolfa-me, não satisfaz-me.
Canso de esperar mas também nada faço.
Meu medo cresce à medida que suas palavras caem sobre meu coração,
mutilando-me, minha essência desfazendo-se, escorrendo à terra sedenta.
Em agonia, chamo-te enquanto Ela me leva.
O caminho nunca foi tão longo.
Agora, sozinha, minha alma pesa sobre meus olhos cegos.
É essa a minha salvação.
10 de março de 2010
Fell like a puppet.
Have you ever looked at yourself?
Tell me what you see, if you don't want to show me.
Tell me what you see, if you don't want to show me.
8 de março de 2010
Sinfonia
O conheci quando tínhamos sete. Ele sempre fora feliz, não desgostava de ninguém. Do contrário, sempre gostei do mórbido, era oculto e silencioso.
Fomos amigos por longo tempo, até que ele conheceu aquela garota. Andava com ela para todos os lados. Ela era estranha, com uma beleza oculta e obscura, face perfeita, sem exageros. Dois meses depois, ele parecia uma versão masculina dela. Impecável, roupas formalmente perfeitas, aparência concretamente endeusada.
De alguma forma achei completamente normal.
A garota foi dada morta por algum problema de saúde algumas semanas após. Foi uma pena, até eu fiquei abalado. Mas ele ficou impassível. Noutro dia já possuía outra companhia que, como ele, com o tempo foi tornando-se aquela figura gozada e deslocada.
Certo dia, admirava-os sentados ao chão do pinheiro. Fazia sol e refrescavam-se à sombra da árvore, entretanto, notei, suas sombras já não acompanhavam a do pinheiro. Não partiam de lado nenhum, não tinham sombra.
Então, percebi que aquilo apossava-lhes. Tirava-lhes o nada que já foram para fazê-los marionetes. Possuia-os corpo e alma. E eu achei aquilo tão anormal, tão estranho. Aqueles olhos vidrados e repulsivos.
Ele morreu de qualquer problema de saúde alguns dias depois, mas eu não consegui sentir-lhe pena. Invejava-o.
Fomos amigos por longo tempo, até que ele conheceu aquela garota. Andava com ela para todos os lados. Ela era estranha, com uma beleza oculta e obscura, face perfeita, sem exageros. Dois meses depois, ele parecia uma versão masculina dela. Impecável, roupas formalmente perfeitas, aparência concretamente endeusada.
De alguma forma achei completamente normal.
A garota foi dada morta por algum problema de saúde algumas semanas após. Foi uma pena, até eu fiquei abalado. Mas ele ficou impassível. Noutro dia já possuía outra companhia que, como ele, com o tempo foi tornando-se aquela figura gozada e deslocada.
Certo dia, admirava-os sentados ao chão do pinheiro. Fazia sol e refrescavam-se à sombra da árvore, entretanto, notei, suas sombras já não acompanhavam a do pinheiro. Não partiam de lado nenhum, não tinham sombra.
Então, percebi que aquilo apossava-lhes. Tirava-lhes o nada que já foram para fazê-los marionetes. Possuia-os corpo e alma. E eu achei aquilo tão anormal, tão estranho. Aqueles olhos vidrados e repulsivos.
Ele morreu de qualquer problema de saúde alguns dias depois, mas eu não consegui sentir-lhe pena. Invejava-o.
7 de março de 2010
5 de março de 2010
Just stare out.
O medo da morte nos impede de viver, não de morrer, portanto, quanto mais temedores, melhor para os que a degustam.
4 de março de 2010
3 de março de 2010
It smells the same
Canso-me de tudo.
Consome-me a permanência de todos.
Insisto em consumir-me, mas canso-me disso também.
Canso-me de sentir.
Canso-me de cansar-me.
Lamento todo o cansaço, mas quando começa, insiste em aumetar.
Depois, sinto falta de cansar-me.
Depois, consome-me insistir.
Cansei-me alma e corpo de esperar por mim.
Cansei-me além de mim de sentir minha falta.
Consome-me a permanência de todos.
Insisto em consumir-me, mas canso-me disso também.
Canso-me de sentir.
Canso-me de cansar-me.
Lamento todo o cansaço, mas quando começa, insiste em aumetar.
Depois, sinto falta de cansar-me.
Depois, consome-me insistir.
Cansei-me alma e corpo de esperar por mim.
Cansei-me além de mim de sentir minha falta.
2 de março de 2010
1 de março de 2010
The Cube
Depois que entra-se, complica-se sair, mas os poucos que saem serão alvos inclusive após a morte. Não pode existir perdão.
27 de fevereiro de 2010
Rouse your dreams.
Killing my dreams. Killing my dreams. Killing my dreams. Killing my dreams.
Killing my dreams. Killing my dreams. Killing my dreams. Killing my dreams.
Killing my dreams. Killing my dreams. Killing my dreams. Killing my dreams.
Killing my dreams. Killing my dreams. Killing my dreams. Killing my dreams.
Killing my dreams. Killing my dreams. Killing my dreams. Killing my dreams.
Alucinógeno antes de dormir já não adianta mais.
Killing my dreams. Killing my dreams. Killing my dreams. Killing my dreams.
Killing my dreams. Killing my dreams. Killing my dreams. Killing my dreams.
Killing my dreams. Killing my dreams. Killing my dreams. Killing my dreams.
Killing my dreams. Killing my dreams. Killing my dreams. Killing my dreams.
Alucinógeno antes de dormir já não adianta mais.
26 de fevereiro de 2010
25 de fevereiro de 2010
Mentira
realidade
sabedoria_sacrilégio
necrofilia_teocentrismo_antropofagia
sincronia_senso_concentração_sacrifício
execução_traição_suicídio_teimosia_esperança
hipocrisia_egocentrismo_modismo_ceticismo_falsidade_sigilo
sabedoria_sacrilégio
necrofilia_teocentrismo_antropofagia
sincronia_senso_concentração_sacrifício
execução_traição_suicídio_teimosia_esperança
hipocrisia_egocentrismo_modismo_ceticismo_falsidade_sigilo
24 de fevereiro de 2010
Ao Lugar
Sente Amarelo à Terra.
Vê Azul ao mar, ao Céu, ao Inferno.
Chora Vermelho ao sangue.
Mas A Morte só nasce uma vez na vida.
Onde Preto e Branco existirem juntos para formar duas cores em um único ser.
Outras formas não importam.
Não sentem. Não veem. Não choram.
Não nascem.
Vê Azul ao mar, ao Céu, ao Inferno.
Chora Vermelho ao sangue.
Mas A Morte só nasce uma vez na vida.
Onde Preto e Branco existirem juntos para formar duas cores em um único ser.
Outras formas não importam.
Não sentem. Não veem. Não choram.
Não nascem.
23 de fevereiro de 2010
22 de fevereiro de 2010
Primero Salmo
Formarás opinião própria a respeito de algo em que não tem conhecimento concreto. Seguirás à outros quais invejas e dirás ser quem não és pela causa. Irás sobrepor a opinião alheia à própria.
amém
amém
21 de fevereiro de 2010
Far From The Edge
[SEMPRE que se ganha algo, algo lhe é cobrado, entretanto, NUNCA que se perde algo, algo lhe é recompensado.]
More troubles than You told me I would have. Are You a lier or a concealer? Or both...?
Ao menos haverá justiça no final, certo?
More troubles than You told me I would have. Are You a lier or a concealer? Or both...?
Ao menos haverá justiça no final, certo?
20 de fevereiro de 2010
19 de fevereiro de 2010
broken as early
Por não estarem distraidos
'Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles.
Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas.
Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto.
No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas,
e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso.
Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos.
Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham.'
Clarice Lispector
'Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles.
Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas.
Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto.
No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas,
e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso.
Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos.
Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham.'
Clarice Lispector
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